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Tocantins fecha novembro de 2018 com o terceiro poior saldo de emprego desde 2003
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Tocantins fecha novembro de 2018 com o terceiro poior saldo de emprego desde 2003

Tocantins fecha novembro de 2018 com o terceiro poior saldo de emprego desde 2003
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Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na semana passada pelo Ministério do Trabalho mostram que o Tocantins não conseguiu seguir a tendência nacional que teve o melhor novembro em 08 anos quando registou 58.664 novas vagas de empregos formais, enquanto o mais novo estado da Federação fechou o mês de novembro com saldo negativo de -1.135 desligamento acima do total de admissão.

por Wesley Silas


Um dos grandes desafios do Tocantins em 2018 será de superar a crise econômica que desde 2017 aumentou o número de cidadãos considerados em situação de pobreza e de extrema pobreza. O mês de novembro o dados do Caged comprovou que o setor da construção civil foi o que teve maior variação negativa com -990 contratações abaixo das admissões e, até mesmo o segmento da agropecuária teve saldo negativo de -114 contratações abaixo das admissões.

Construção civil foi o grande vilão do desemprego no Tocantins

No Brasil campeão foi o comércio, com a abertura de 88.587 postos, seguido pelo setor de serviços (34.319 postos). No entanto, o campeão foi o comércio, com a abertura de 88.587 postos, seguido pelo setor de serviços (34.319 postos). Segundo o Ministério do Trabalho,  tradicionalmente, a geração de emprego no comércio e nos serviços é normal nos últimos meses do ano, por causa das vendas de Natal e da movimentação para as festas de fim de ano. Aponta ainda que o ramo varejista foi o grande destaque, com a abertura de 82.747 pontos formais, seguido pelo ramo atacadista, com 13.168 vagas.

Tocantins

No comparativo entre as regiões, o Caged apontou que três das cinco regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em novembro. “O Sudeste  liderou a abertura de vagas, com 35.069 postos, seguido pelo Sul (24.763 vagas) e pelo Nordeste (7.031 vagas). Influenciado pela entressafra, o Centro-Oeste fechou 7.537 postos. O Norte registrou 932 vagas a menos no mês passado”, apontou o Governo Federal por meio da Agência Brasil. Mostra ainda que o Tocantins (-1.135) está entre os três Estados que lideraram o fechamento de vagas formais, abaixo apenas de Goiás (-6.160 postos) e de Mato Grosso (-3.427).

Cidades

No mês de novembro os trabalhadores de Paraíso do Tocantins e Porto Nacional foram os que mais sofreram com a perda de empregos. Em Paraíso os desligamento representou saldo negativo de -442 (4,57%) e Porto Nacional -74 (-1,09%). Palmas também diminuiu a assinatura de carteiras assinadas em -442, (0,54%), assim como Gurupi com -55 (0,44%). Araguaína foi a única entre as principais maiores cidades que fechou novembro com número positivo com 75 carteira a mais na soma de 961 desligamentos e 1.036 admissões.

Na soma dos últimos 12 meses, a cidade que mais criou emprego no Tocantins foi Porto Nacional com saldo de 513 empregos e variação de (8,08%), seguida por  Araguaína com saldo de 1.187 representando variação no aumento de 4.23%; enquanto Paraíso do Tocantins será o único município a fechar com saldo negativo com -237 fechamentos de novas vagas de emprego.

Mais desemprego em janeiro…

A crise na falta de geração de novas vagas de trabalho não atinge a iniciativa privada que cobra do Estado redução de tributos, como foi o caso que garantiu o desconto de 75% em sua base de cálculo relacionado à complementação de alíquota do ICMS.

 No segmentos público, a notícia também não é boa para os trabalhadores. No primeiro dia de 2019 o Estado, via Diário Oficial, deverá anunciar corte de mais de 10 mil servidores para conseguir reenquadrar no limite de gastos com pessoal para conseguir elevar a nota técnica que hoje é C. Está nota é considerada por entidades nacionais e internacionais baixa para capacidade de endividamento, impossibilitando que investimentos, financiamentos, verbas ou repasses do tesouro federal sejam repassados ao Estado.

 “Nossa meta é fazer os ajustes e reduzir em cerca de 30% as despesas, pois o cumprimento dessas metas é vital para a retomada do desenvolvimento do Tocantins”, defendeu o secretário da Fazenda e Planejamento, Sandro Henrique Armando, ao reconhecer em Audiência na AL a delicada a situação financeira do Estado do Tocantins e prometer reenquadrar o orçamento do Executivo, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), até o final do ano de 2019. “O endividamento do Estado compromete sua liquidez”, rebateu Paulo Mourão (PT).

Em meio aos velhos problemas, Estado joga a “bola” para iniciativa privada…

Para isso o Governo tem noticiado deixará de ser um grande gestor de “Recursos Humanos” para se transformar num fomentador de riquezas por meio da “industrialização do Estado”, conforme disse o governador Mauro Carlesse durante visita ao Terminal Integrador da VLI em Porto Nacional.  Para isso, o Governo Estadual dependerá do governo Federal, principalmente em grandes obras como travessia da Ilha do Bananal e a ferrovia norte sul, como é o caso do Pátio Multimodal de Gurupi que encontra-se emperrado desde janeiro de 2016, época em que a empresa Porto Seco Centro-Oeste S/A, sediada em Anápolis foi habilitada para operar Terminal de Cargas de Gurupi da Ferrovia Norte-Sul de Gurupi. 

No entanto, conforme o Edital, a empresa Porto Seco já extrapolou o prazo de um ano, a contar da publicação no DOU do Contrato firmado, para colocar em operação, pelo menos, um terminal, mantendo o transporte mínimo de 294.000 t/ano e a partir do segundo a produção mínima anual deve passar a 500.000 toneladas. Em dezembro completou dois anos e 11 meses que a empresa Porto Seco Centro-Oeste S/A, vendeu a licitação e encontra-se habilitada para operar Terminal de Cargas de Gurupi da Ferrovia Norte-Sul de Gurupi. (Com informações da EBC e Ministério do Trabalho).

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