Adônis Delano apresentará trabalho autoral na Argentina e prepara para publicação de novo livro - Atitude Tocantins
Adônis Delano apresentará trabalho autoral na Argentina e prepara para publicação de novo livro
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Adônis Delano apresentará trabalho autoral na Argentina e prepara para publicação de novo livro

O professor, poeta, contista, compositor e escritor falou ao Portal Atitude sobre sua participação nos movimentos culturais quando Gurupi era tida como berço dos festivais musicais regional onde nasceram nomes importantes da Música Popular Brasileira, como Milton Ferré, e do seu papel como percussor dos primeiros grupos teatrais. Recentemente ele concorreu com mais de 900 escritores de vários países do mundo e foi classificada para apresentar dois poemas em Buenos Aires (Argentina) e em novembro ela lançará mais o livro Janelas do Tempo que será publicado pela Editora Autografia do Rio de Janeiro.

por Wesley Silas


Muitas pessoas que chegaram a Gurupi após a década de 1980 desconhecem efervescência da cultura da Música Popular Brasileira que no passar dos anos foi enfraquecendo e hoje alguns grupos buscam resgatar nos gurupienses o gosto da boa música como o exemplo ocorrido na última quarta-feira, 29, quando um grupo de músicos apresentaram gratuitamente no Parque Mutuca de Gurupi.

De acordo com Adonias Pereira de Araújo, conhecido artisticamente, como Adônes Delano, o gosto da boa música, teatro e da literatura surgiram nas rodadas de conversas nos bares de Gurupi.

Festival de Música em Gurupi. Helcias Amaral, Luís Santos Filho (Luizinho da represa) e Carlos José de Lima (Carlinhos). Em pé: Pedro Aguiar, Presidente do CRA – Clube Recreativo Araguaia, Ronaldo, Nenego, Milton Ferré e Adônis Delano (Professor Adonias) – foto: Soonora.

Tinha um bar que era da elite chamado de Silvia Bar que é a irmã mais velha do Luizinho da Represa. Ele era frequentado por médicos, engenheiros e os intelectuais no final da década de 1970 e início da década de 1980. Ali a gente se encontrava a noite para debater sobe literatura, música e tinha pessoas que tocavam violão com música do Chico Buarque. Eram pessoas eruditas de qualidade que se reuniam naquele ambiente que era muito saudável e produziu o maior efeito na cultura popular de Gurupi”, lembra Adônis Delano.

Milton Ferré (Vocal), Domingos da Silva Reis, popular Careca (Surdão) e Cabral (Timba), interpretando a música Planeta Bola, primeiro lugar no festival, autoria dos irmãos Milton Ferré e Adão Ferreira. foto: Soonora.

Segundo ele foram nestas reuniões que surgiu a ideia da criação do Festival de Música no Clube Recreativo Araguaia de Gurupi, que hoje encontra-se em ruínas. Entre os nomes dos organizadores estavam Helcias Amaral, Luís Santos Filho (Luizinho da represa), Carlos José de Lima (Carlinhos), Pedro Aguiar que era Presidente do CRA, Ronaldo, Nenego, Milton Ferré e Adônis Delano.

“Sempre estive envolvido em todos os movimento culturais de Gurupi e região, inclusive os primeiros grupos teatrais nós fomos os percussores, somos os mentores do primeiro Festival de Música de Gurupi, sou também o mentor do primeiro grupo jovem junto com o Celso Poletto, Adão Ferreira e muitos outros que foi o grupo Instituição Juvenil Católica  (IJUCA)”, lembra Adônis.

 Carreira acadêmica e literária

Adônis Delano concorrendo em Festival de Música de Gurupi . Foto: Soonora

Adônis Delano chegou a cursar cinco período de letras, mas, em 1985 abandonou o curso para gravar um disco em São Paulo, depois passou uma temporada na Amazônia brasileira, peruana e boliviana e após o falecimento de sua mãe em 1992 retornei para o Brasil, onde se graduou em letras e jornalismo no Centro Universitário Unirg e se projetos na carreira docente e literária.

“Quando cheguei fiz concurso para professor e posteriormente cursei a faculdade de pedagogia, depois fiz jornalismo e em seguida fiz seis pós graduações em língua portuguesa [Orientação Educacional, Gestão Escolar com ênfase em História e Geografia] e não me contentando com isso recebi um convite para estudar fora do país e fui para o Paraguai onde cursei um mestrado em Sociologia e doutorado em Ciências políticas sociais e concluiu no dia 16 de julho de 2016”, explica.

“Minhas obras foram publicadas por gráficas de Gurupi e posteriormente pela editora Veloso. São sete livros que levaram os títulos “Quando Florescem os Rios”, depois “Tão longe e tão distante”, “Deixa me Chorar de Saudade” que foi autobiográfico, “Gurupi, Diamante Puro Contos e Fatos de sua história” e também conta o hino de Gurupi do qual sou um dos autores em parceria com o Milton Ferré e Adão Ferreira”, acrescentou.

Novos trabalhos

Durante o seu mestrado e doutorado ele conheceu uma carioca que abriu as janelas para que ele publicasse o livro “Janelas do Tempo – Reflexões Poética”, pela editora Autografia e conseguiu ficar entre os 20 selecionados entre 968 concorrentes em um concurso internacional de poesia, mantido pelo instituto Cultural Latino Americano sediado em Roma, com escritores de diversos países e ele teve dois poemas classificados sendo eles:  “Uma Linda Mulher” e “Nada será como antes”, que será apresentado em novembro em Buenos Aires (Argentina). 

 “Este concurso teve 968 concorrentes do mundo inteiro e do Brasil eu fui o primeiro classificado e estou entre os 20 e estou sendo convocado para participar do evento que acontecerá em Buenos Aires (Argentina) durante os dias 08, 09 e 10 de novembro.  Além disso tem uma grande novidade que é a edição do meu livro por uma editora do Rio de Janeiro com o lançamento também agendado para o mês de novembro que será a época do aniversário da Academia Gurupiense de Letras (AGL) da qual eu sou membro na cadeira número 15 e espero que seja inserido na agenda do aniversário de Gurupi”, disse.

Segundo ele, a escolha da editora do livro foi por meio de uma amiga, Priscila, que mora no estado do Rio de Janeiro que frequentava a mesma sala quando ele fazia mestrado em Paraguai quando ele declamava suas poesias para estudantes de várias parte do mundo, como da Costa Rica, República Dominicana, Argentinos, Uruguaios, Paraguaios e pessoas da África como Angola, Senegal e Moçambique.

“Um dia esta amiga mandou um e-mail perguntando seu eu queria mostrar o meu trabalho porque ela tinha uma amiga que era editora do Rio de Janeiro e que ela havia falado sobre o meu trabalho e se eu queria mostrar o meu projeto para a possibilidade da publicação do livro. Mandei sem pretensão e de repente recebi o convite para mandar o material para análise e estamos já com o livro já em prelo com previsão para sair no início de novembro”, disse

 “São poemas e reflexões pequenas sobre os provérbios que existem muito em para-choque de veículos com algo mais enriquecido e melhorado de acordo com as normas da língua portuguesa. Há também pequenos poemas que eu extrai do meu cotidiano. Estes poemas e provérbios têm uma mistura de política, questões sociais e muita coisa romântica também”, comentou.

Em busca de apoio para custear a viagem a Buenos Aires, o poeta busca sensibilizar o poder público, amigos e a iniciativa privada para custear parte das despesas, pois levará o nome de Gurupi e do Tocantins para um evento cultural internacional.

“Estou procurando para que o poder público e iniciativa privada colabore com as passagens e estadia porque eu gastei muito dinheiro no meu mestrado e doutorado que foram todos pagos com o meu salário de professor. Como estou representando Gurupi, represento também o meu Estado e o meu Brasil”, concluiu.

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