Região sul | Má condições das estradas vicinais “onera a safra e diminui o resultado”, reclama empresário - Atitude Tocantins
Região sul | Má condições das estradas vicinais “onera a safra e diminui o resultado”, reclama empresário
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Região sul | Má condições das estradas vicinais “onera a safra e diminui o resultado”, reclama empresário

Região sul | Má condições das estradas vicinais “onera a safra e diminui o resultado”, reclama empresário
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“Tem vários caminhões atolados e isso onera a safra, desmotiva o produtor e desanima quem, possivelmente, viria para o Tocantins”, reclama o empresário na área do agronegócio, Marcelo Dominici ao cobrar governos municipais e estadual a manutenção das estradas vicinais nos municípios de Gurupi, Peixe, Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão e a falta de sinalização que oriente os caminhoneiros que saem da BR-242 para BR-153 e são obrigados a cruzar o centro de Gurupi.

por Wesley Silas


O médico veterinário e empresário na área do agronegócio, Marcelo Dominici, visitou alguns municípios onde a soja encontra-se em franca acessão e se deparou com estradas vicinais, praticamente intransitáveis.  Ele citou um trecho de estradas vicinais de, aproximadamente, 110 quilômetros que liga à TO-280 região de Peixe que encontra-se comprometida devido a manutenção das estradas.

“Ontem eu estava em uma TO que liga a balsa Pipes no Rio Tocantins até a TO-280  que vai de Peixe para São Valério que sai na Bahia, estive também a estrada que liga Gurupi ao Trevo da Praia que encontra-se horrível, muito esburacada, sem manutenção com vários atoleiros, muitas vezes impossibilita o escoamento da safra. Da mesma forma encontra-se também a região depois da Lagoa do Romão na Agropique que é uma área de abertura de área agrícola e tem muita soja plantada”, relata o empresário.

Caminhão atolado em estrada vicinal da região sul registrado pelo empresário Marcelo Dominici .

De acordo com o empresário o poder público não acompanha a crescimento da produção agrícola quando se trata de oferecer infraestrutura nas estradas vicinais de responsabilidade das prefeituras e do Governo Estadual no período de expectativa de safra recorde de 4,5 milhões de toneladas de grãos, na colheita de 2017/2018.

“Só no município de Peixe tem mais de 60 mil hectares de soja plantada, mas encontra-se com estradas bastantes precárias e isso tem que ser chamado atenção, apesar de saber que não vai mudar muita coisa porque o que se vê aqui é muita gente aplaudindo políticos, sem senso crítico para mostrar o que realmente acontece”, reclama.

“O frente está sendo onerado porque um caminhão que roda numa estrada boa não cobra o mesmo preço de uma estrada ruim”.

De acordo com Dominici no memento em que os produtores comemoram uma safra recorde o escoamento fica prejudicado devido a oneração do frente, decorrente as situações das estradas.

“Os produtores fizeram sua parte e tem neste ano uma safra recorde e de alta produtividade. Ele fez tudo certo, o clima favoreceu e agora ele está tendo perde por dificuldade de escoamento. O frente está sendo onerado porque um caminhão que roda numa estrada boa não cobra o mesmo preço de uma estrada ruim”, disse.

Lavoura na região sul do Tocantins. Foto: Marcelo Dominici

“O Estado que deveria cumprir o seu papel de ter acolhido quem vem de fora gerar empregos, oportunidades e receita; mas não está contribui e prejudica. Ficamos muito sentido por  viver uma situação como esta neste Estado com um governo totalmente omisso e que não faz nada”, desabafa.

Caminhão nas ruas de Gurupi

Outro problema lembrado Dominici é o fato da dificuldade dos caminhoneiros que saem da BR-242 terem dificuldades em cruzar o centro da cidade de Gurupi com destino a BR-153.

“A prefeitura argumenta que é um dever da união porque passa uma rodovia federal dentro da cidade. Ela poderia sinalizar melhor o trânsito mostrando que não é permitido os caminhões entrarem em certos pontos e colocar pessoas orientando na chegada de Peixe via BR-242 e fazer uma via de acesso descendo pela avenida Amapá indo até a Avenida Beira Rio saindo no viaduto para não ficar o transito desta forma, ou seja, algo mais inteligente porque isso tem atrapalhado muito”, sugeriu.

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