Operação conjunta resgata 22 piroscas em Lagoa da Confusão - Atitude Tocantins
Operação conjunta resgata 22 piroscas em Lagoa da Confusão
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Operação conjunta resgata 22 piroscas em Lagoa da Confusão

Operação conjunta resgata 22 piroscas em Lagoa da Confusão
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A operação em conjunto realizada pelo Naturatins, Polícia Ambiental, funcionários de uma fazenda localizada no município de Lagoa da Confusão retiraram de uma lagoa que encontra-se, praticamente seca, 22 piroscas, conhecido como bacalhau da água doce, alguns deles com 80 quilos.


Uma semana após o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Tocantins (BPMA), Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) e outros parceiros, terem resgatados nove botos que ficaram encalhados no Rio Formoso, região de Lagoa da Confusão, outra operação realizada com o apoio de funcionários retiraram 22 piroscas na Fazenda Lagoão no município de Lagoa da Confusão.

Pirosca 1d
Foto: Divulgação Naturatins.

O gerente do Naturatins, em Gurupi, Antônio Carlos Barbázia, conhecido como Pakalolo, informou ao Portal Atitude que neste último resgate acontecido na sexta-feira, 02, retirou 22 piroscas com tamanhos variando entre 1,40 a 1,85 metros de 50 a 80 quilos. “Tiramos os peixes da fazenda e levamos pra outra lagoa com muita água”, disse Pakalolo.

Estiagem severa e projetos irrigação de lavoura contribuem para a seca nos rios e lagos.
Estiagem severa e projetos irrigação de lavoura contribuem para a seca nos rios e lagos.

O problema da falta de água nos rios da região, com bombeamento de água por grande fazendas que cultivam lavouras irrigadas, foram mostradas nos últimos meses em várias matéria do Portal Atitude e neste domingo o caso foi mostrado pelo programa do Fantástico, da Rede Globo sobre desaparecimento de rios no Tocantins. O programa informou que o Naturatins multou em R$ 5 milhões os produtores agrícolas que tinha autorização para construir barragens nos rios, mas de forma irregular. 

Pirosca 1
Foto: Divulgação Naturatins.

Segundo o Naturatins, os problemas estão acontecendo em razão da estiagem muito severa e atípica desse ano e também pelos acordos não cumpridos entre o Naturatins e os irrigantes daquela região, que utilizam água dos rios para irrigação de lavoura, o volume de água foi reduzido, formando lagoas no curso do rio Formoso.

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Portaria Nº 300/16

Segundo o Naturatins, o salvamento dos botos foi facilitado devido o desligamento das bombas, por parte dos produtores rurais que utilizavam a água para o cultivo de agricultura, fato que ocorreu após o Naturatins emitir a Portaria Nº 300/16, que em caráter emergencial suspendeu as outorgas, proibindo a captação de água em 10 rios da região de Lagoa da Confusão.  Com o aumento do volume da água, o grupo de botos teve mais espaço e ficaram represados próximo as pedreiras, quando a equipe do Inpa conseguiu arrebanhar os animais na água, até chegarem o local mais propício, quando foram passadas redes para reunir os botos.

Depois do resgate dos botos, eles foram transportados para o rio Javaés, também da bacia do rio Araguaia.
Depois do resgate dos botos, eles foram transportados para o rio Javaés, também da bacia do rio Araguaia. – Foto: Divulgação Naturatins.

 “A partir daí havia equipes já aguardando os animais com macas e colchões. Para cada animal eram necessários seis homens para fazer o transporte. Devido o peso dos animais, uma maca foi quebrada. Rapidamente outra equipe colocava os botos no caminhão para seguirem para o rio Javaés, onde foi feita a soltura”, salientou a veterinária e supervisora de Fauna, ligada a Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Grasiela Pacheco.

Foto: Divulgação Naturatins.
Foto: Divulgação Naturatins.

Pesquisadores do Inpa coletaram sangue, tecido e secreção oral e nasal dos animais. Posteriormente esse material servirá de importante indicativo para conhecer como está a população de botos. “Como por exemplo, saber se tem algum tipo de doença,  a genética deles. Principalmente porque essa espécie foi descrita em 2014, por um grupo de pesquisadores do qual a Drª Vera Silva faz parte. Trata-se de uma nova espécie de boto cor-de-rosa, diferente da espécie da Amazônia, predominante na bacia do Araguaia, com o nome científico de Inia araguaiaensis, considerou a veterinária.

A supervisora de Fauna adianta ainda, que o resgate de nove indivíduos significa muito, para uma população que está provavelmente já está ameaçada. Porque o boto corta a rede do pescador, e por isso muitas vezes são mortos pelos pescadores. “Todos os botos ficaram bem. O sucesso do resgate ocorreu em razão da dedicação de todos que auxiliaram na operação”, conclui.

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