HIV/Aids “As pessoas estão banalizando o uso do preservativo”, alerta médica do município - Atitude Tocantins
HIV/Aids “As pessoas estão banalizando o uso do preservativo”, alerta médica do município
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HIV/Aids “As pessoas estão banalizando o uso do preservativo”, alerta médica do município

HIV/Aids “As pessoas estão banalizando o uso do preservativo”, alerta médica do município
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Dezembro é o mês dedicado à reflexão sobre a prevenção ao vírus HIV, na campanha “Dezembro Vermelho”. O objetivo da ação é melhorar os índices de conscientização para a prevenção e necessidade do diagnóstico precoce e o tratamento imediato.

por Heliana Oliveira

Mas embora esse mês seja especial para chamar a atenção para a prevenção, o cuidado deve ocorrer todos os dias, pois a Aids ainda é uma doença grave e que não tem cura, e mesmo havendo um tratamento eficaz, a prevenção é o melhor caminho.

Em Gurupi o diagnóstico e o tratamento podem ser feitos no SAE (Serviço de Atendimento Especializado), na Policlínica. Lá são realizados, todos os dias das 7h às 10h30 e das 13h à 16h30, os testes rápidos para o diagnóstico de HIV, Sífilis e Hepatites, tudo com total segurança e preservação da identidade da pessoa.

A médica que atende no SAE, Virgínia Ayer, destaca que o maior risco da infecção é por meio das relações sexuais desprevenidas e embora haja a profilaxia (medicação) após a exposição sexual, ela destaca que o uso do preservativo em todos os tipos de relações sexuais é sem dúvida a melhor prevenção.

Virgínia comenta que com o passar dos anos as pessoas tem perdido o medo de contrair o vírus. “Essa nova geração não viu os pacientes graves da doença e temos percebido que o pessoal perdeu um pouco o medo de contrair o vírus e está banalizando o uso do preservativo. Muitos falam que tem o medicamento e pensam que o tratamento é simples. Apesar de ser eficaz, é um tratamento para o resto da vida, em algumas pessoas apresenta efeitos colaterais, por isso insistimos na prevenção com o uso de preservativo em todas as relações sexuais”, alerta.

O tratamento é iniciado rápido e é utilizado, no mínimo, três combinações de medicações que são gratuitas.

A médica enfatiza que as pessoas que fazem o tratamento corretamente, que prezam por uma alimentação saudável, que praticam atividade física, conseguem ter uma vida longa e com qualidade como uma pessoa qualquer.

Teste rápido

A pessoa que teve uma relação sexual desprotegida ela precisa fazer o teste rápido. A médica alerta que é bom que a pessoa faça o teste imediato e o repita em 60 dias.  Ela comenta que é necessário repetir o teste, porque o vírus pode ser diagnosticado depois de 20 dias após o ato sexual desprotegido.

Vulnerabilidade

Virgínia comenta que atualmente não existe mais grupo vulnerável, como na época da descoberta do HIV, em que as pessoas acreditavam que homossexuais estavam mais suscetíveis ao vírus, mas hoje todos que fazem sexo sem camisinha estão vulneráveis.

Transmissão

 O vírus pode ser transmitido por meio de relação sexual sem o uso do preservativo e contato com materiais cortantes contaminados.

Algumas pessoas acreditam que chega uma fase do tratamento em que não há mais chance de transmissão e a médica explica que sempre existe o risco, no entanto, quando é diagnosticado uma carga viral baixa pode diminuir a probabilidade de transmissão, mas ainda assim é necessário que as relações sexuais sejam feitas com proteção.

 Acompanhamento

No SAE, desde o diagnóstico, o paciente HIV/positivo passa por uma bateria de exames e o acompanhamento é feito com médico e equipe multidisciplinar formada por psicólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, farmacêuticos.  O tratamento é iniciado rápido e é utilizado, no mínimo, três combinações de medicações que são gratuitas.

Segundo a médica, as pessoas têm perseverado no tratamento. “A resposta dos pacientes é muito boa  e isso tem a ver com o acolhimento da equipe”, enfatiza.  

Outro destaque do acompanhamento é que casos de grávidas com o vírus que seguem o protocolo de tratamento corretamente, que é durante o pré-natal, parto e pós-parto, elas diminuem significamente as chances de transmitir verticalmente o vírus ao bebê. Segundo a médica, as grávidas atendidas pelo SAE que seguiram as orientações estão entre esses casos de não transmissão ao filho. “Durante o pré-natal é feito a medicação, no parto é usado medicação injetável, e após o bebê nascer é manipulado a medicação por 28 dias nele, além de que a mãe não pode amamentar”, explica.

Números

Atualmente no SAE/Policlínica são realizados o tratamento de 242 pessoas, sendo 96 mulheres,  142 homens e quatro crianças. Nesses dados ainda constam duas gestantes que estão em acompanhamento.

Segundo dados do SAE, 69  crianças estiveram expostas ao vírus, mas não foram infectadas devido à mãe seguir corretamente o tratamento durante a gravidez.  

Ainda conforme o SAE, somente em 2018, foram registrados 53 novos casos. Vale destacar que esses números são referentes aos 17 municípios da região Sul atendidos pelo Programa, sendo que 126, são de Gurupi.

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