Governador destaca que Consórcio Interestadual será modelo de gestão compartilhada - Atitude Tocantins
Governador destaca que Consórcio Interestadual será modelo de gestão compartilhada
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Governador destaca que Consórcio Interestadual será modelo de gestão compartilhada

Para o governador Marcelo Miranda, anfitrião da reunião que aconteceu no Palácio Araguaia, com a presença dos governadores dos seis estados que integram o Fórum, o Consórcio é um inovador modelo de gestão compartilhada.  

“Trata-se de um novo paradigma para a administração pública estadual. Uma oportunidade de dialogar, compartilhar e atuar com programas, ações e projetos de interesses comuns”, ressaltou ao acrescentar. “O protocolo de intenções que hoje assinamos é uma alternativa de gestão, capaz de apresentar soluções para as demandas dos estados desta promissora região no coração do Brasil”, afirmou Marcelo Miranda.

O Protocolo de Intenções assinado pelos governadores traça a finalidade do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central - Elizeu Oliveira
O Protocolo de Intenções assinado pelos governadores traça a finalidade do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central – Elizeu Oliveira

Durante suas palavras, o governador do Tocantins lembrou o potencial que essa região representa para o Brasil, como o Produto Interno Bruto (PIB) dos estados que juntos representam 11,27% da riqueza gerada no País. “A economia do agronegócio é uma oportunidade de prosperidade para a reestruturação da economia nacional e 26% desta força econômica são produzidos em nossos estados. O modelo que este fórum constrói e apresenta ao País é o exercício de um novo conceito de administração pública interestadual”, destacou.

Protocolo

O Protocolo de Intenções assinado pelos governadores traça a finalidade do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central. O documento será agora enviado à Assembleia Legislativa de cada estado para aprovação dos deputados estaduais.

Além de Marcelo Miranda, validaram o documento, os governadores do Mato Grosso, Pedro Taques; de Goiás, Marconi Perillo; de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; e de Rondônia, Confúcio Moura.

Governadores

O documento será agora enviado à Assembleia Legislativa de cada estado para aprovação dos deputados estaduais - Elizeu Oliveira
O documento será agora enviado à Assembleia Legislativa de cada estado para aprovação dos deputados estaduais – Elizeu Oliveira

Para o governador de Goiás, Marconi Perillo, os encontros dos governadores têm sido uma “agenda da superação”, diante as dificuldades e as limitações que os estados têm enfrentado. Segundo Marconi, é preciso que os seis estados que compõem o Fórum trabalhem simetricamente para que as ações sejam materializadas. “Somos uma região que não dá trabalho para o Brasil. Maiores exportadores, maiores produtores, temos produtividade, somos geradores de emprego, o nosso PIB é o que mais cresce. Essa é uma região que tem que ser vista”, destacou o governador de Goiás.

Definindo o Brasil Central como uma iniciativa diferenciada, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, reforçou a importância dos estados estarem integrados para pôr em prática os projetos que beneficiarão toda a região. “Precisamos entender que o Brasil Central é algo diferente do que o Brasil está fazendo. Nós não somos insular, um estado não pode ter mais importância do que o outro”, destacou Pedro Taques, ao reforçar a importância dessa região para o Brasil. “Com eficiência na gestão do Brasil Central, nós ajudamos muito o Brasil. Agora, o Brasil precisa ajudar mais o Brasil Central”, destacou.

Também defendendo a união entre os estados, Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal, disse que ao invés “de disputarmos, que possamos criar sinergias que nos permitam enfrentar e superar os inúmeros problemas”, e acrescentou. “Estamos numa região extremamente dinâmica, diversa, plena de desenvolvimento. Se tivermos capacidade de aprender e aproveitar essa potencialidade, podemos crescer muito mais”, disse.

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, disse que o Fórum precisa discutir questões igualitárias para todos do bloco, considerando a força e a representatividade desses estados. “É muito importante a nossa unidade, o trabalho em conjunto. Temos que saber da contribuição que isso vai dar para o Brasil porque não tenho dúvidas de que vai ser responsável pela salvação do País. Essa região já é, hoje, a maior produtora. Mais de 50% da produção nacional está aqui, a balança comercial deve-se ao setor que representamos”, destacou.

A sugestão do governador de Rondônia, Confúcio Aires, é que o Consórcio vá além dos modelos já desenvolvidos. “Não nos conformemos com esses modelos. Apresentemos ideias novas para a situação brasileira. Acompanhei a criação de muitas agências no Brasil e quase todas fracassadas. Existe uma tendência no Brasil ao relaxamento, acredito que essa agência tem que ser muito bem amarrada, muito acima dos modelos atuais”, afirmou.

Representando o ministro-chefe da secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, o ministro interino Vitor Chaves comentou que o Fórum tem como missão pensar em longo prazo, mas com discussões que começam a partir de agora. “Essa iniciativa é um primeiro passo por uma revolução da política que vai ao encontro de um projeto de desenvolvimento que o Brasil tanto necessita. Uma revolução na forma de enxergar o federalismo. O Brasil Central se lança na frente, em um Brasil que não para, que olha o futuro”, enfatizou Vitor Chaves.

Fórum

Acompanharam os governadores, na reunião, a vice-governadora do Tocantins, Cláudia Lelis; a primeira-dama e deputada federal Dulce Miranda; secretários do Governo do Tocantins; além dos presidentes das Assembleias Legislativas, e secretários de planejamento e procuradores dos seis estados que compõem o Brasil Central.

A próxima reunião está marcada para o dia 2 de outubro, em Campo Grande (MS).

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