Funerária acusa marmorarias de Gurupi por vender túmulos irregulares - Atitude Tocantins
Funerária acusa marmorarias de Gurupi por vender túmulos irregulares
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Funerária acusa marmorarias de Gurupi por vender túmulos irregulares

Funerária acusa marmorarias de Gurupi por vender túmulos irregulares
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Em Gurupi os mortos devem estar revirando nos túmulos com a guerra entre a funerária responsável em manter o cemitério e as marmorarias que fazem os túmulos. “Daqui uns dias vão começar a falecer pessoas das mesmas famílias que comprou o túmulo vão nos pedir para abrir uma gaveta que eles pagaram e vamos informar que a gaveta não existe”, denuncia a empresária Elaine Cristina.

Diante a repercussão da autuação da Funerária Santo Antônio pela prefeitura por fazer queimadas em galhadas dentro do cemitério, a empresária, Elaine Cristina, responsável pela manutenção do cemitério, pediu desculpas por atear fogo dentro de cemitério e fez graves denúncias contra as marmorarias de Gurupi.

“Disseram que a gente estava tacando fogo todos os dias, mas isso não é verdade, pois a maioria das vezes são os próprios familiares que rastelam as folhas em coloca fogo. Pedimos temos que eles tragam saco de lixo coloque as folhas e deixem nas margens da rodovia. Da nossa parte garanto que não vamos mais fazer queimadas e pedimos desculpas, pois realmente erramos”, disse a empresária.

Túmulos sem gavetas

A empresária aproveitou também para fazer sérias denúncias envolvendo as marmorarias de Gurupi.

“Tem um acontecimento que é muito importante divulgar. As marmorarias da cidade estão indo no cemitério fazer túmulos e deixam muita sujeira, sendo que não pagam nenhuma taxa, enquanto nós limpamos eles fazem a maior bagunça”, disse.

As marmorarias da cidade estão indo no cemitério fazer túmulos e deixam muita sujeira” Elaine Cristina. (Foto: Divulgação Funerária Santo Antônio)

De acordo com Elaine Cristina as marmorarias estariam aplicando golpes nas famílias no momento do luto ao vender túmulos com gavetas que não existem.

“Outra coisa gravíssima que eles estão fazendo é que eles mentem para as famílias quando falam que os túmulos que estão vendendo têm gavetas, no entanto, quem pode vender gavetas é apenas o cemitério, sendo que uma gaveta custa R$ 1.200,00 e para eles não cobrarem este valor eles falam que o túmulo tem gaveta”, denuncia a empresária.

eles mentem para as famílias quando falam que os túmulos que estão vendendo têm gavetas”. (Foto: Divulgação Funerária Santo Antônio)

Ela informou ainda que sempre quando pode, a funerária não omite o fato aos familiares.

“Quando a gente ver e tem acesso ao cliente nos informamos que o túmulo não tem gaveta, pois ele funciona da seguinte forma: quando a pessoa morre ela é colocada dentro e depois de cinco anos pode tirar os restos mortais e utilizar a mesma gaveta”, explica.

A empresária aconselha aos familiares dos mortos que, quando forem encomendar o túmulo, exijam Nota Fiscal da gaveta do cemitério e não da marmoraria para que assim evite constrangimento futuro quando for preciso enterrar um ente. Segundo ela, somente neste ano as marmorarias fizeram , aproximadamente, 100 túmulos com gavetas.

“Daqui uns dias vão começar a falecer pessoas das mesmas famílias que comprou o túmulo vão nos pedir para abrir uma gaveta que eles pagaram e vamos informar que a gaveta não existe ” (Foto: Divulgação Funerária Santo Antônio)

“Daqui uns dias vão começar a falecer pessoas das mesmas famílias que comprou o túmulo vão nos pedir para abrir uma gaveta que eles pagaram e vamos informar que a gaveta não existe e daí terá que quebrar todo o túmulo para fazer uma gaveta e poder enterrar as pessoas. Mesmo que eles façam gaveta, o cemitério não poderá cobrar porque não recebeu pela gaveta, que é uma exclusividade do cemitério. Nós só iremos fazer abertura das gavetas com o documento em mãos”, disse. “Estou denunciando não é à toa porque todos os nossos funcionários têm prova disso, inclusive eles ameaçam a minha secretária e só faltam agredi-la”, completou.

Licitação dos serviços do cemitério

Outro problema que a empresária reclama é demora do processo licitatório da Prefeitura que já foi alvo de recomendações do Ministério Público, com ameaças de improbidade administrativa.

“A gente fica exigindo para que o município faça a documentação correta para que a gente possa tomar as providencias cabíveis, mas o município, por sua vez, vira as costas e a gente fica empurrando com a barriga porque não temos documentos e não vamos fazer investimentos em uma coisa que não tem documentos. Estamos em cima do município para que ele tome as providências porque não temos interesse de cuidar de  um cemitério que não tem documentos e, em vez de melhorar a nossa imagem estamos nos queimando e não podemos porque temos o nosso nome a zelar”, disse.

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