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Estudantes do Tocantins precisam de mais acesso à educação profissional
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Estudantes do Tocantins precisam de mais acesso à educação profissional

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O Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 do Senai aponta que o país vai precisar qualificar cerca de 13 milhões de técnicos profissionais para atenderem as necessidades das indústrias em todos os estados.

Por: Redação

O déficit de profissionais qualificados para vagas de ensino técnico nas indústrias brasileiras pode ser superior a 13 milhões, até o ano de 2020. Somente a região norte do país, mais de 80 mil novos profissionais de nível técnico são necessários para atender demandas da indústria, nos próximos quatro anos.

Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, produzido pelo Senai. No estado do Tocantins, por exemplo, a atividade industrial é responsável por mais de 30 mil empregos diretos. Os setores da construção civil e mobiliária são responsáveis por 47% da atividade industrial. A indústria de alimentos é responsável por 14% da produção tocantinense.

No ultimo semestre, a indústria alimentícia de Tocantins cresceu quase 30%. A indústria de móveis, 4% e o setor metalúrgico cresceu 2%. As profissões que garantem os melhores salários no país são de técnico em mineração, manutenção eletromecânica e operador de equipamentos em indústrias químicas e petrolíferas. Os salários médios podem ultrapassar os R$ seis mil por mês.

Segundo o deputado Federal, Irajá Abreu, do PSD, para que o crescimento industrial não seja prejudicado pela falta de mão-de-obra qualificada, é importante que haja mais acesso dos estudantes a cursos técnicos. “O governo precisa estimular os estudantes do ensino médio, para que eles possam, de forma paralela a sua obrigação, ter acesso aos cursos do ensino médio. Nos horários vagos, eles devem ter uma profissão durante um ou dois anos, que é o período que compreende o ensino técnico”, avalia o deputado.

Irajá Abreu lembra, que empresas recém-chegadas no estado de Tocantins, já apresentam dificuldades para ter acesso a profissionais capacitados. “Várias empresas multinacionais estão se instalando no estado e a gente percebe que eles têm uma dificuldade enorme em preencher essas vagas com mão de obra qualificada local. Nós precisamos de ações de curto prazo, para estimular o preenchimento dessas vagas. Não adianta as oportunidades surgirem, se a gente não tem mão de obra qualificada, para ocupar esses postos de trabalho.”

Apolyane Faria, de 26 anos, é formada pelo Instituto Federal do Tocantins, no curso técnico integrado ao ensino médio em eventos. Desde a conclusão do curso, em 2010, atua na área. Recentemente, Apolyane e quatro ex-colegas de estudos abriram uma sociedade.

“Eu recomendo o Instituto Federal para todos os jovens que, assim como eu, desejam sair da sala de aula direto para o mercado de trabalho. Na minha cidade, enxergamos como uma saída milagrosa para a falta de trabalho. Todos querem sair da escola municipal direto para o Instituto, que tem fama pela qualidade do ensino. Lá, aprendi muito enquanto estudante e também como profissional. Hoje, com a crise, me juntei a cinco colegas dos tempos de sala de aula. Juntas, cuidamos da empresa de eventos, especializada principalmente em casamentos. Não falta trabalho.”

O Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 do Senai aponta que o país vai precisar qualificar cerca de 13 milhões de técnicos profissionais para atenderem as necessidades das indústrias em todos os estados. As áreas com maior demanda são a de construção, meio ambiente e produção, e metalmecânica.

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