Em seis anos, Gurupi teve crescimento de apenas seis alunos na rede municipal e redução matriculas na rede estadual - Atitude Tocantins
Em seis anos, Gurupi teve crescimento de apenas seis alunos na rede municipal e redução matriculas na rede estadual
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Em seis anos, Gurupi teve crescimento de apenas seis alunos na rede municipal e redução matriculas na rede estadual

Em seis anos, Gurupi teve crescimento de apenas seis alunos na rede municipal e redução matriculas na rede estadual
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O anúncio do fechamento de 21 escolas estaduais em consequência da queda de 68.172 alunos matriculados na rede nos 139 municípios nos últimos 10 anos, motivou o Portal Atitude fazer  uma pesquisa comparativa na intenção de questionar qual o caminho percorre os alunos desde os matriculados nas creches (CEMEIs) e ensino médio, mostrando como base os dados da Seduc e da Secretária Municipal de Ensino de Gurupi que apontou um tímido crescimento no número de alunos matriculados, mesmo a população tendo aumentado de 76.755 em 2010 para 85.737 em 2018 (IBGE).

por Wesley Silas


Segundo o IBGE, em 2014 a população do Tocantins era de 1.496.880 habitantes e em 2018 passou para 1.555.229, praticamente a mesma população de Goiânia (1.495.705) e, apesar do aumento de 58.349 novos tocantinenses e de 8.982 novos gurupienses quando se compara o censo de 2010 para a estimativa do IBGE para 2018, o número de alunos nas escolas estaduais entram na contramão devido diminuição e no período de 2014 para 2019, enquanto o número de alunos matriculado na rede municipal de ensino de Gurupi aumentou apenas 06 alunos. Dados do Censo Escolar apontam que único destaque de matriculas de crianças nas escolas municipais de Gurupi é o aumento das creches e CEMEI´s que em 2014 atendia apenas 50 crianças e em 2018 saltou para 405 alunos matriculados.

Informações do Sistema de Gerenciamento Escolar referente aos dados referentes aos alunos matriculados na rede Municipal de Educação de Gurupi:

Ano Educação Infantil Ensino Fundamental EJA TOTAL
2014 1657 5412 507 7576
2015 1744 4883 272 6899
2016 1877 5059 320 7256
2017 1960 5027 313 7300
2018 2120 4963 234 7317
2019 2277 5073 232 7582

Quando o aumento da população não reflete no número de alunos matriculados nas escolas, cria-se uma situação negativa para o desenvolvimento econômico e social. Este é um cenário que se repete em quase todo País. Conforme mostrou o PNAD em 2017, das 48,5 milhões de pessoas de 15 a 29 anos de idade, 23,0% (11,2 milhões) não estavam ocupadas nem estudando ou se qualificando. Agora, quando observa o Tocantins nesta penumbra, a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada em dezembro de 2018 pelo IBGE, mostra outro agravante devido 30% a 45% da população tocantinense vive em situação de pobreza.

Neste ponto, observa-se ainda neste indicador que as mulheres que criam seus filhos com idade de até 14 anos sem ajuda do cônjuge deve ser melhor observada pelas políticas públicas, devido 56,9% delas viverem abaixo da linha da pobreza com renda abaixo de R$ 406 mensais.

Contudo, numa cidade com o perfil de Gurupi no ensino superior, os Indicadores Sociais comprovam a importância das Universidades, principalmente a UnirG por ela ser municipal, pensar no futuro oportunizando a qualificação educacional e profissional aos alunos que conseguem concluir o ensino médio, onde apenas 36% conseguem entraram numa faculdade, enquanto na rede privada, este percentual mais que dobra e chega a 79,2%.

Esta falta de perspectiva de futuro dos alunos que não conseguem terminar o ensino médio ou dos que terminam e não conseguem seguir os estudos numa faculdade pode ser um caminho para o aumento da violência na cidade, conforme foi levantado em 2014 pelo promotor criminal, Diego Nardo, ao apresentar uma sugestão na Câmara de Vereadores sobre PL que regulamenta horário de bares e do perfil dos traficantes de Gurupi em que o representante do Ministério Público apresentou um estudo mostrando que os gurupienses condenados por tráfico de drogas iniciaram as atividades depois de deixarem as escolas.

“Eu acredito que isso tem a ver com a falta de influência do professor e dos amigos das escolas. Quando a escola trás para dentro o aluno ela, automaticamente, o tira, não da rua; mas, do ambiente mais nocivo que a rua trás. Pelo menos o estudo mostrou uma coincidência nestes aspectos”, disse na época o promotor.

Matrícula inicial na Creche, Pré-Escola, Ensino Fundamental e Ensino Médio (incluindo o médio integrado e normal magistério), no Ensino Regular e Educação Infantil em 2014.

Matrícula inicial na Creche, Pré-Escola, Ensino Fundamental e Ensino Médio (incluindo o médio integrado e normal magistério), no Ensino Regular e Educação Infantil em 2018.

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