Devido de recursos públicos e fraude em licitação | PF cumpre 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva - Atitude Tocantins
Devido de recursos públicos e fraude em licitação | PF cumpre 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva
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Devido de recursos públicos e fraude em licitação | PF cumpre 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva

Devido de recursos públicos e fraude em licitação | PF cumpre 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva
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A operação que leva o nome de IMHOTEP,  faz alusão ao maior assessor de todos os tempos e arquiteto da primeira pirâmide do Egito. As investigações iniciaram após denúncias de um morador de uma cidade do Bico do Papagaio em que ele narrou irregularidades na contratação de uma falsa cooperativa de transporte por municípios da referida que tinha sócios supostos assessores do deputado estadual Amélio Cayres.  Em nota, a assessoria do deputado disse desconhecer o envolvimento do deputado. 

por Redação

A Polícia Federal deflagrou nessa manhã (02/10) a Operação “IMHOTEP”, visando desarticular organização criminosa responsável por fraudes em certames públicos, corrupção, desvio de recursos públicos, dentre outros crimes, sempre com o objetivo de acumular riquezas em detrimento do erário.

A operação policial de hoje é o resultado de um trabalho conjunto da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União.

Aproximadamente 120 Policiais Federais e sete auditores da Controladoria Geral da União cumprem 28 Mandados de Busca e Apreensão, quatro Mandados de Prisão Preventiva, Sequestro de 11 veículos avaliados em 1,5 milhões de reais, Bloqueio de Imóveis e de R$ 2,5 milhões dos investigados, bem como suspensão de contratos em 11 municípios do Estado do Tocantins, em cumprimento a decisão judicial expedida pela 1ª Vara Federal de Araguaína/TO.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em 16 cidades nos estados do Tocantins e Maranhão, quais sejam: Palmas/TO, Pugmil/TO, Augustinopolis/TO, Palmeiras do Tocantins/TO, Praia Norte/TO, Sampaio/TO, Sítio Novo do Tocantins/TO, Araguatins/TO, Buriti do Tocantins/TO, São Sebastião/TO, São Miguel/TO, Praia Norte/TO, Carrasco Bonito/TO, Nazaré/TO, Imperatriz/MA e Sítio Novo do Maranhão/MA.

A investigação teve início com a notícia apresentada por um morador de uma das cidades do “Bico do Papagaio”, narrando irregularidades na contratação de uma falsa cooperativa de transporte por municípios da referida região. Ainda segundo o noticiante, os sócios são/foram assessores parlamentares de um Deputado Estadual do Tocantins. Conforme apontou uma fonte do Portal Atitude no Bico do Papagaio o deputado citado pela PF seria o deputado Amélio Cayres.  Em nota, a assessoria do deputado disse desconhecer o envolvimento do deputado. “Não é do nosso conhecimento o envolvimento do deputado nesta operação”, informou a assessoria do deputado Amélio Cayres. 

Com realização de diligências pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União, foi possível identificar uma organização criminosa responsável por fraudar, mediante pagamento de propina a agentes públicos, mais de 20 processos licitatórios, com favorecimento de cinco empresas ligadas ao grupo criminoso.

Os contratos fraudados tinham por objeto a locação de veículos, locação de palcos, realização de eventos, dentre outros serviços. A investigação aponta que o grupo criminoso, no período de 2017 a 2019, recebeu mais de 41 milhões de reais em razão de contratos fraudados, sendo, no mínimo, 5 milhões resultado direto de desvio de recursos públicos.

O nome da operação faz alusão a IMHOTEP, considerado o maior vizir (assessor) de todos os tempos e arquiteto da primeira pirâmide do Egito, onde, longe dos olhos do público e de curiosos, se acobertava grandes riquezas.

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