Delegado aponta participação de PMs em homicídio em Gurupi - Atitude Tocantins
Delegado aponta participação de PMs em homicídio em Gurupi
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Delegado aponta participação de PMs em homicídio em Gurupi

Delegado aponta participação de PMs em homicídio em Gurupi
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Na manhã desta terça-feira, 23, o delegado Geral da Polícia Civil do Tocantins, Vinícius Mendes juntamente com o titular da DHPP, Hélio Domingos e o perito criminal Leonardo Ribas afirmaram que as investigações apontam que o policial Gustavo Teles morto na madrugada desta terça-feira, 23, em uma reação armada com Polícia Civil e o sargento Vieira estão ligados homicídio de Neuralice Pereira Matos, 38 anos.

por Wesley Silas


Segundo e delegado, Hélio Domingo, a intercorrência entre os polícias civil e dois militares que estavam em uma moto aconteceu logo após a morte de Neuralice Pereira Matos, 38 anos, ocorrido na Avenida Rio Grande do Norte, esquina com Rua 07.

“Quando os policiais civil estavam chegando na Central de Atendimento foram informados de uma outra situação de tentativa de homicídio e quando a equipe estava deslocando para este local do crime percebeu que alguns disparos de armas de fogo teriam sido feito muito próximo de onde a viatura estava que era na mesma localidade do homicídio anterior”, disse o titular da DHPP, Hélio Domingos.

Segundo o delegado, na ocasião os policiais civis se depararam com uma motocicleta com duas pessoas com características idênticas aos suspeitos de terem praticados o crime anterior.

“A viatura começou acompanhar a motocicleta e um dos policiais civis tinha visto o garupa da motocicleta portando uma arma na mão e fizeram o acompanhamento e em determinado momento o condutor da motocicleta perdeu o controle e ambos caíram e levantaram com armas em punho. Naquele momento houve uma reação da equipe da Polícia Civil e foi efetuado um disparo e um dos ocupantes da moto foi atingido e o segundo se entregou e colocou a arma no chão. Somente neste momento é que foi possível que se tratava de policiais militares”, explicou o delegado.

De acordo com o delegado, a polícia civil conseguiu de imagens de segurança que, segundo ele, mostram que os policiais estavam com armas nas mãos e não tentaram desvencilhar das mesmas no momento da abordagem.

“Somente depois desta reação é que houve identificação de que eram policiais militares e esta pessoa foi apresentado na Central de Flagrante, que é o polícia militar Edson Vieira que foi autuado pelo homicídio que aconteceu minutos antes. Foram várias ocorrências de tentativas de homicídios e de homicídios que aconteceram muito próximas e no horário muito próximo daquele local”, informou o delegado. Os homicídios relatados pelo delegado foram de de Neuralice Pereira Matos, 38 anos, e de Nataniel Glória Medeiros, morto na Avenida Alagoas, entre as Ruas 03 e 04.

Conforme o delegado foram apreendidas em posse dos dois policiais e encaminhadas para o instituto de criminalística para perícia um revólver calibre 38 com numeração raspada e duas pistolas, sendo uma de patrimônio da Polícia Militar e a outra que ainda não foi identificada a sua origem.

Moto usado pelos policiais.

“Na residência do policial militar que foi alvejado e faleceu no local foi feita a perícia e encontrado mais uma arma de fogo sendo uma pistola, um fuzil, muita munição e alguns outros objetos de interesse das investigações que vão ser encaminhados para a perícia ainda hoje”, disse.

Durante a entrevista o delegado foi questionado se o caso envolvendo os dois policiais militares estaria ligado a outros homicídios que aconteceram na cidade.

“Nós precisamos nos ater aos fatos que aconteceram na noite de ontem e na madrugada de hoje. O fato é que duas pessoas estavam em uma motocicleta de cor preta que estavam, inclusive com placas adulteradas e o modo de execução muito similar a outros que tivemos na cidade. É prematuro afirmar que tem algum envolvimento, mas o que eu posso dizer é que as investigações estão em curso e o pessoal da perícia e da balística tem isso como prioridade”, disse.  

O delegado Geral da Polícia Civil do Tocantins, Vinicius Mendes, afirmou que o caso não irá respingar no relacionamento entre as polícias militar e civil.

“A Polícia Militar é nossa coirmã e se alguém cometeu crimes, seja policial Civil ou Militar ele deve ser investigado e se comprovada a participação deve ser punido por isso, independente de qual força policial que ele pertence”, disse.

Segundo ele o comando da Polícia Militar tem acompanhado o caso.

“Todas as informações estão sendo repassadas para a Polícia Militar e tivemos reunião com eles para tratarmos sobre elementos de convicções que nós possuímos que são fortes com provas pericial e balística, casado com outros elementos de convicções que levam a crer que tem o envolvimento com este tipo de crime, mas, queremos dizer que as investigações continuam e a gente não pode ser precipitado de julgar antes da gente ter algo de concreto”, disse.

Ele afirmou ainda que a conduta dos policiais civis na abordagem também serão avaliados.

“A corregedoria de polícia já foi acionada e fará procedimentos, inclusive estávamos conversando com os colegas da Polícia Militar”, disse.

O perito criminal, Leonardo Ribas afirmou que há convicção de que o projétil da arma de fogo encontrado no corpo de Neuralice seria de uma das armas encontrada com os policiais militares.

“Foi encaminhado para mim uma arma de calibre 38 e o projétil de arma de fogo que poderiam ser compatíveis. Imediatamente foram para o laboratório de balística e após análise foi confirmado que aquela arma que foi apresentada a nós da perícia deu confronto positivo o projétil extraído do cadáver da mulher”, disse.

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