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Caixa: 20 bancários e terceirizados são afastados por confirmação ou suspeita de Covid-19 em Alagoas e no Ceará. Empregado morre na Paraíba
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Caixa: 20 bancários e terceirizados são afastados por confirmação ou suspeita de Covid-19 em Alagoas e no Ceará. Empregado morre na Paraíba

Nestes dois primeiros estados, são cinco casos confirmados e 15 suspeitos, além de um óbito. Nove agências são fechadas em Alagoas e oito na Paraíba, onde um empregado do banco faleceu nesta segunda-feira vítima do coronavírus

por Redação

Mais 16 bancários da Caixa Econômica Federal, em apenas dois estados, precisaram ser afastados por confirmação ou suspeita de Covid-19. Dez deles são do Ceará e seis de Alagoas, segundo informações atualizadas nesta segunda-feira (18) pelas associações do pessoal da Caixa (Apcef-CE e Apcef-AL). No total — entre bancários (16) e funcionários terceirizados (4) — são 20 trabalhadores do banco infectados pelo coronavírus ou com sintomas da doença, nestes estados.

Cinco empregados de uma mesma agência da Caixa em Fortaleza (unidade Dom Luís) testaram positivo para a Covid-19. Outros cinco bancários do município de Itaitinga apresentaram sintomas da doença e um deles está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em Alagoas, além de seis empregados da Caixa em Maceió com suspeitas de contágio pelo coronavírus, quatro trabalhadores terceirizados (três da capital e um do município de Capela) também apresentam sintomas da Covid-19. Uma prestadora de serviço, que trabalhava em agência da capital alagoana, faleceu em decorrência da doença. Neste estado, oito agências da Caixa foram fechadas em Maceió (Tabuleiro, Gruta, Pátio, Barão de Jaraguá, Catedral, Pajuçara, Rosa da Fonseca e Maceió Shopping) e uma em Capela (unidade Conceição do Paraíba).

“Cenário que alertamos e pedimos providências para que fosse evitado pelo governo desde o início da pandemia e da centralização do pagamento do auxílio emergencial no banco”, ressalta o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto. “Além de não descentralizar o pagamento do benefício, a direção da Caixa, até hoje, não fez uma ampla e efetiva campanha de informação à sociedade. A desinformação leva milhares de pessoas às agências para serviços que poderiam ser resolvidos pelo telefone ou a internet, por exemplo, ocasionando as aglomerações que colocam em risco tanto a saúde da população como a dos bancários”, acrescenta.

ÓBITO NA PARAÍBA — De acordo com a Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal da Paraíba (Apcef-PB), o bancário Josemar José de Lima faleceu nesta segunda-feira vítima do coronavírus.

Segundo notícias divulgadas na imprensa, mais oito agências da Caixa no estado da Paraíba foram fechadas nesta última sexta-feira (15). Pelo menos dez trabalhadores (empregados do quadro e também prestadores de serviço) foram confirmados com Covid-19.

TENDÊNCIA — Conforme destaca Sérgio Takemoto, além dos mais de 50 milhões de beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600, a Caixa também é responsável pelo pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda. Ele é destinado aos trabalhadores que tiveram redução de jornada e de salário ou suspensão temporária do contrato de trabalho em função da crise causada pela pandemia do coronavírus, o que pode gerar um novo fluxo de quase 24 milhões de pessoas às agências da Caixa Econômica.

Na avaliação do presidente da Fenae, faltou planejamento por parte do governo e ações coordenadas em nível nacional. “Fizemos diversas reivindicações à direção da Caixa e a outros órgãos do Executivo — inclusive, ao ex-ministro da Saúde, Nelson Teich — solicitando que medidas efetivas fossem tomadas em proteção à saúde das pessoas e dos bancários; principalmente, a descentralização do pagamento do auxílio emergencial e a realização de uma efetiva campanha de informação à sociedade. Não nos ouviram e quem está sofrendo são os milhões de brasileiros e os cerca de 50 mil trabalhadores do banco à frente deste atendimento essencial à população”, afirma Takemoto.

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