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Base Nacional Comum Curricular: o que muda nas escolas já em 2018
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Base Nacional Comum Curricular: o que muda nas escolas já em 2018

“No mundo de hoje, onde você tem várias tendências religiosas, várias igrejas, a presença da religião na sala de aula é importante, mas no sentido ecumênico. E é no sentido ecumênico que você pode até, por intermédio do ensino religioso, desenvolver valores a até buscar uma cultura de paz”, argumentou o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em educação, Célio Cunha, sobre a decisão do Ministério da Educação (MEC) de incorporar o ensino religioso .

por Redação


Homologada nesta semana pelo governo federal, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ainda gera dúvidas sobre o que muda nas escolas já a partir do ano que vem. O documento, previsto na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases Educacionais (LDB), é um modelo de conhecimentos obrigatórios que deverá ser seguido pelas redes de ensino estaduais e municipais. O mesmo vale para instituições privadas.

Em 2018, alunos da educação infantil (creche e pré-escola) e do 1º ao 9º ano (ensino fundamental) terão seus currículos adaptados de acordo com as competências estabelecidas nas diversas áreas do conhecimento, como matemática, língua portuguesa e geografia. Além disso, o material didático, já a partir do ano que vem, terá que ser produzido seguindo as novas diretrizes.

Alunos da educação infantil terão os currículos adaptados de acordo com as competências estabelecidas nas diversas áreas do conhecimento

Entre as principais mudanças da BNCC, está a obrigatoriedade de se concluir a alfabetização até o 2º ano e a inclusão de critérios específicos para ensino religioso. As discussões sobre orientação sexual e ideologia de gênero ficaram de fora da última versão do texto.

Entre as principais mudanças da BNCC, está a obrigatoriedade de se concluir a alfabetização até o 2º ano e a inclusão de critérios específicos para ensino religioso. De acordo com o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em educação, Célio Cunha, a decisão do Ministério da Educação (MEC) de incorporar o ensino religioso à última versão da Base Nacional Comum Curricular é válida apenas se houver espaço para se falar das diferentes crenças. “No mundo de hoje, onde você tem várias tendências religiosas, várias igrejas, a presença da religião na sala de aula é importante, mas no sentido ecumênico. E é no sentido ecumênico que você pode até, por intermédio do ensino religioso, desenvolver valores a até buscar uma cultura de paz”, argumentou.

Polêmicas à parte, o diretor executivo da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), João Luiz Cesarino, vê com bons olhos a implementação de um modelo nacional e único, mas prega cautela sobre sua eficácia. “O que nós entendemos sobre a base é que há uma boa vontade, houve um estudo, foi amplamente discutida. Evidentemente que ela não é perfeita. A Base Nacional que está sendo discutida é a do ensino fundamental, todavia, na prática, na escola, com os professores, com o dia a dia dos alunos, é que nós vamos ter o retorno da aplicabilidade desse instrumento”, afirmou.

De acordo com o MEC, a Base Nacional pode contribuir para melhoria do desempenho dos alunos brasileiros, já que define com precisão “as competências e os conteúdos essenciais para o desenvolvimento em sala de aula”. A pasta mostrou ainda que a elaboração da BNCC durou quatro anos, sendo realizados 27 seminários estaduais em todo o país com mais de 9 mil participantes. O documento relativo ao ensino médio só deve ser discutido a partir de 2018.

 

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